Feiras ecológicas

Por Laura Xavier

Na cidade

Em Porto Alegre, as feiras ecológicas promovidas pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio, (SMIC), são realizadas nas quartas-feiras e sábados, em locais diferentes. A premissa é de vender apenas produtos hortigranjeiros e agroindustrializados sem agrotóxicos, pesticidas e substâncias sintéticas. Além disso, devem seguir as normas do Serviço de Inspeção Municipal de produtos de origem vegetal e os produtores precisam atender as exigências da legislação sanitária.

A feira da Avenida José Bonifácio atrai o público que vai em busca dos alimentos, bem como da feira de artesanato na sequência da avenida e aos frequentadores do Parque da Redenção. A Dona Rosane Fernandes e seu marido Mauro fazem parte da Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres (ACERT). Acompanhado de outras 59 famílias, eles vivem em uma comunidade em Morrinhos do Sul, no litoral Norte do estado. A ACERT paga para ter algumas banquinhas na Feira da Redenção no sábado e cinco famílias produtoras trabalham juntas para vender. Há 20 anos no mesmo local, no início da Avenida José Bonifácio, os agricultores vendem em conjunto aquilo que plantaram separadamente em suas plantações.

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Para a Dona Rosane o que falta é a informação para os consumidores. “Essa história de que alimento orgânico é mais caro só é verdadeira dentro dos supermercados. Aqui na feira nós trabalhamos com um preço acessível, comparável com os não-orgânicos vendidos nos grandes supermercados”. Por não terem agrotóxicos, os alimentos vendidos nas bancas da ACERT são mais fortes e resistentes, tendo boa durabilidade.

Cliente assíduo, Seu Iranir vai todos os sábados comprar suas verduras, frutas e legumes na feirinha da Redenção e das bancas da ACERT. “Dou uma caminhada e na volta passo aqui para comprar tudo que preciso. Os produtos são muito bons, o gosto das frutas orgânicas é diferente das de supermercado, são mais saborosas”.

Alani Souza, jornalista e mãe de dois filhos pequenos aderiu há pouco aos orgânicos, por um motivo específico.

Para a feirante Rosane, os alimentos orgânicos não são tão mais caros, quando comparados com os de Feiras Modelos da cidade (feiras de bairros, sem serem orgânicas), embora haja uma variação dos preços. Confira alguns produtos da feira orgânica da José Bonifácio em comparação com a Feira Modelo do Largo da Epatur:

infográfico feira ecológica

Lembrando que esses preços são os iniciais das Feiras, mais tarde, na hora da xepa, os produtos chegam a baixar, para que os produtores rurais não tenham que levar os alimentos de volta. Então, para um orçamento menor, a dica seria ir perto dos horários de encerramento nas feirinhas orgânicas, para levar um alimento mais saudável com preço mais baixo.

Porque mais caros?

No artigo Orgânicos são caros. Por quê? publicado no site da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Sebastião Tivelli, doutor em engenharia agrícola, aponta os motivos para os orgânicos serem produtos mais caros.  Entre as causas apontadas estão a necessidade de certificação dos produtos orgânicos, o maior período de conservação dos alimentos, a demanda de mais mão de obra, a escala de produção menor que o cultivo convencional, a assistência técnica ineficiente e a falta de apoio à pesquisa e à transferência de tecnologia. Confira o artigo completo aqui.

Veja no mapa os endereços das feiras orgânicas (em vermelho), modelos (em laranja) e os mercadões do produtor (em amarelo), organizadas pela SMIC:

 

Horários de funcionamento das feiras ecológicas 

Quartas-feiras

Avenida Getúlio Vargas, no pátio da Secretaria Estadual da Agricultura, Bairro Menino Deus, das 13h às 19h

Rua General Tibúrcio, na parte lateral da praça Ruy Teixeira, Bairro Petrópolis, das 13h às 18h

Sábados

Avenida Getúlio Vargas, no pátio da Secretaria Estadual da Agricultura, Bairro Menino Deus, das 7h às 12h30

   Avenida Otto Niemeyer esquina com a Avenida Wenceslau Escobar, Bairro Tristeza, das 7h às 12h30

   Avenida José Bonifácio, no Parque da Redenção, Bairro Bom Fim, das 7h às 12h30

   Rua Coronel Armando Assim, ao lado da praça Desembargador La Hire Guerra, Bairro Três Figueiras, das 8h às 13h

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